
A morte trágica da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, em uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, gerou forte comoção pública e pressão política sobre o governo federal. O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, deputado Filipe Barros (PL-PR), criticou duramente o Itamaraty, que afirmou não ter responsabilidade pelos custos do traslado do corpo. Para o parlamentar, a negativa é revoltante diante de casos anteriores em que o governo usou recursos públicos para ações semelhantes.
A comoção se intensificou após o ex-jogador Alexandre Pato se oferecer para custear a repatriação do corpo, cujo processo pode ultrapassar R\$ 100 mil. Segundo Pato, a iniciativa é uma tentativa de proporcionar dignidade à família da jovem e permitir que Juliana tenha um sepultamento ao lado dos seus entes. O atleta relatou ter tentado contato com o pai da vítima, mas ainda não recebeu resposta.
O caso também motivou ações legislativas: a Comissão de Relações Exteriores votará, na próxima semana, requerimentos que cobram explicações formais do Itamaraty. Além disso, um projeto de lei que obriga o governo a custear a repatriação de brasileiros falecidos no exterior, caso as famílias não tenham condições, deve ser colocado em pauta com urgência.
Juliana, que viajava pela Ásia desde fevereiro, caiu em uma fenda de aproximadamente 300 metros após se perder do grupo. Segundo familiares, ela foi deixada para trás pelo guia da excursão. Um drone chegou a detectá-la com vida, mas o resgate demorou mais de 80 horas e foi realizado apenas quando já era tarde.



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