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Quatro desembargadores afastados há 16 meses recebem R$ 627 mil líquidos no Maranhão

18 fev 2026 | Estadual e Nacional, Policial e Segurança, Política e Educação

Quatro desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão, afastados de suas funções desde outubro de 2024, receberam juntos R$ 627 mil líquidos em salários entre novembro e janeiro. Os magistrados são investigados na Operação 18 Minutos, que apura um suposto esquema de venda de sentenças e liberação relâmpago de alvarás. Denunciados pela Procuradoria-Geral da República em julho passado, Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa negam envolvimento nas irregularidades.

Os pagamentos chamaram atenção em razão dos valores recebidos durante o período de afastamento. O contracheque mais elevado foi o de Guerreiro Júnior, que registrou R$ 87 mil líquidos em dezembro. No mesmo mês, outros magistrados investigados tiveram rendimentos próximos de R$ 83 mil. Marcelino Everton Chaves, aposentado voluntariamente antes da deflagração da operação, também recebeu vencimentos. O Tribunal de Justiça do Maranhão foi procurado para se manifestar sobre remunerações que superariam o teto constitucional, mas não respondeu até a publicação original do conteúdo.

O caso ganha maior repercussão por ocorrer no Maranhão, estado que apresenta os mais altos índices de extrema pobreza do país. Dados do Censo 2022 do IBGE indicam que uma parcela significativa da população vive com rendimentos muito baixos, cenário que intensifica o debate sobre gastos públicos e remunerações no Judiciário. A renda média per capita estadual permanece entre as menores do Brasil.

A Operação 18 Minutos, conduzida pela Polícia Federal, investiga decisões judiciais consideradas suspeitas, que teriam possibilitado movimentações financeiras atípicas e supostos desvios milionários, inclusive em prejuízo ao Banco do Nordeste. A dinâmica completa dos fatos segue sob análise das autoridades, enquanto os magistrados permanecem afastados. As causas e responsabilidades ainda serão detalhadas em laudos e decisões judiciais.

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