
A esposa do ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Filho, investigado na Operação Sem Desconto da Polícia Federal, reservou um apartamento avaliado em R$ 28 milhões na Senna Tower, em Balneário Camboriú (SC), considerado o maior prédio do mundo em construção. Thaisa Hoffmann formalizou a reserva em novembro de 2024, mas a construtora solicitou o cancelamento da compra em julho deste ano, temendo bloqueio judicial do imóvel.
De acordo com a Controladoria-Geral da União, Virgílio Filho teria acumulado um acréscimo patrimonial de R$ 18 milhões durante o período em que exerceu o cargo no INSS. Documentos enviados à CPMI do órgão indicam que a esposa do ex-procurador comprou três imóveis à vista entre 2022 e 2024, localizados em Curitiba e Brasília, além de possuir veículos de luxo, como um Porsche Cayenne, um Audi A5 e uma Mercedes-Benz AMG.
As investigações apontam que Virgílio teria recebido ao menos R$ 11,9 milhões de empresas envolvidas na chamada “Farra do INSS”, esquema que liberava descontos indevidos em benefícios previdenciários. O servidor foi afastado judicialmente do cargo em abril de 2025, após suspeitas de favorecer entidades ao autorizar desbloqueios em massa de aposentadorias.
Procurados, Virgílio e Thaisa não se manifestaram. Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), citada no inquérito, negou qualquer pagamento ou solicitação de vantagem indevida e afirmou que suas ações seguem os trâmites legais e transparentes em defesa dos trabalhadores rurais.



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