
O empresário Daniel Vorcaro foi preso novamente no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master, poucos dias antes de uma reunião em que havia se comprometido a prestar esclarecimentos a senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Pessoas próximas ao banqueiro avaliam que, diante do avanço das apurações, ele poderá optar por um acordo de delação premiada. A nova detenção ocorre em meio ao endurecimento das medidas judiciais contra o empresário.
Vorcaro é investigado sob suspeita de planejar intimidar jornalistas e funcionários considerados opositores, além de supostamente monitorar adversários e tentar cooptar dois diretores do Banco Central. Entre os pontos que ele pretendia abordar na reunião com parlamentares estariam divergências internas no órgão regulador e possíveis relações não institucionais envolvendo o sistema financeiro. A expectativa sobre seu depoimento aumentava nos bastidores do Senado.
Em novembro do ano passado, o banqueiro já havia sido preso sob suspeita de tentar deixar o país após anunciar a venda do Banco Master em uma operação considerada atípica. Na ocasião, foi solto 11 dias depois, mediante uso de tornozeleira eletrônica, após comprovar que havia comunicado previamente o Banco Central sobre a viagem. À época, não se falava em colaboração com as autoridades.
Segundo relatos divulgados na imprensa, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal assumiu a relatoria do caso, Vorcaro teria reagido com ironia ao comentar a mudança. Agora, com a nova prisão e o avanço das investigações, o cenário jurídico se torna mais complexo, e a possibilidade de colaboração premiada passa a ser vista como um dos caminhos diante das acusações que pesam contra ele.



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