
Mesmo antes de entrar em vigor, a nova tarifa dos Estados Unidos sobre produtos importados já impacta diretamente o setor pesqueiro de Santa Catarina. Com previsão de aplicação a partir de 1º de agosto, o aumento das taxas, que pode chegar a 50%, compromete a competitividade dos pescados catarinenses no mercado norte-americano e levanta o risco de cancelamento de contratos e queda nas exportações.
Os EUA são atualmente o principal destino do pescado brasileiro, respondendo por 56% das exportações do país e por 33% das de Santa Catarina. Produtos como a meca e a corvina dependem quase exclusivamente desse mercado. Segundo o Sindipi, cerca de R$ 13 milhões dos R$ 40 milhões movimentados pelo setor no estado podem ser diretamente afetados pela nova política tarifária.
Além da redução na receita, a medida ameaça milhares de empregos. A pesca industrial em Santa Catarina envolve mais de 30 mil trabalhadores diretos e outros 20 mil indiretos. Com o mercado europeu ainda fechado, encontrar alternativas se tornou urgente. Representantes do setor já articulam com o Ministério da Pesca e buscam apoio diplomático para tentar reverter ou atenuar a medida.
O Sindipi tem intensificado contatos com países europeus em busca de novos mercados. Delegações do Reino Unido e da Itália já visitaram a região para avaliar embarcações e condições sanitárias. Enquanto isso, empresas locais, como uma de Itajaí que previa expansão, precisaram congelar investimentos diante da insegurança gerada pelo tarifaço.
A má gestão do governo brasileiro é clara, e novamente vamos presenciar isso.



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