
Poucas horas após a repercussão negativa de uma denúncia sobre reajustes salariais, a Câmara de Vereadores de Brusque, no Vale do Itajaí, decidiu revogar a lei que abria espaço para remunerações que poderiam chegar a R$ 41 mil mensais para servidores efetivos do Legislativo. O recuo ocorreu ainda no mesmo dia, diante da forte reação da opinião pública.
A norma havia sido aprovada por unanimidade no fim de 2025, sob a justificativa de um “ajuste técnico” na progressão funcional. No entanto, o texto criava uma nova estrutura de carreira, ampliando níveis, acelerando progressões e elevando de forma significativa o teto salarial de diversos cargos dentro da Câmara.
Entre os exemplos que mais chamaram atenção estava o cargo de recepcionista, cujo salário inicial é de cerca de R$ 7,5 mil, mas que poderia alcançar até R$ 25,5 mil no topo da carreira. Outras funções também teriam aumentos expressivos: jornalistas poderiam chegar a aproximadamente R$ 28 mil, contadores a mais de R$ 33 mil e procuradores do Legislativo a até R$ 41 mil por mês.
Após o desgaste, a Câmara divulgou nota afirmando que houve “equívoco de interpretação” da tabela de progressão funcional e que não foram apontadas ilegalidades durante a tramitação do projeto. Mesmo assim, a Mesa Diretora optou pela revogação integral da lei, alegando necessidade de mais diálogo e segurança jurídica, encerrando a possibilidade de implantação do novo modelo de progressão salarial.



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