
A arrecadação federal bateu recorde em janeiro de 2026, alcançando R$ 325,8 bilhões em impostos, contribuições e demais receitas, segundo dados divulgados pela Receita Federal. O valor representa um crescimento real de 3,56% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o recolhimento somou R$ 314,54 bilhões (já corrigidos pela inflação). Trata-se do maior resultado para janeiro desde o início da série histórica, em 1995.
O desempenho ocorre no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e consolida o início do ano como recorde tanto em termos nominais quanto reais ao longo de 32 anos de acompanhamento estatístico. O resultado é atribuído ao reforço na arrecadação e à ampliação de medidas tributárias implementadas pelo Executivo.
No mesmo dia da divulgação, o governo confirmou a elevação do Imposto de Importação para 1.252 produtos dos setores de máquinas, equipamentos e tecnologia. A decisão foi aprovada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) e passa a valer a partir de março, com alíquotas que variam entre 7,2% e 25%. Entre os itens afetados estão computadores e smartphones, cuja taxa passou de 16% para 20% em fevereiro.
A medida é defendida pelo governo como forma de proteger a indústria nacional, mas entidades do setor, como a Associação Brasileira dos Importadores (ABIMP), alertam para possíveis impactos nos preços e nos custos de produção. Segundo a associação, parte dos produtos atingidos envolve bens intermediários e componentes utilizados pela indústria brasileira, o que pode pressionar cadeias produtivas e afetar o planejamento de abastecimento.



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