
A Argentina registrou em julho de 2025 uma inflação mensal de 1,9%, levemente acima dos 1,6% de junho, mas ainda abaixo do patamar de 2% pelo terceiro mês consecutivo. No acumulado de 12 meses, a taxa recuou para 36,6%, o menor índice em quase cinco anos e o nível mais baixo desde dezembro de 2020.
O resultado é visto pelo governo de Javier Milei como prova do sucesso do ajuste econômico iniciado em dezembro de 2023, quando assumiu a presidência com uma inflação anual de 211,4%. A chamada “política da motosserra” incluiu cortes drásticos de gastos, suspensão de repasses a estados e redução de subsídios em água, luz, gás e transporte.
Apesar do impacto social no primeiro semestre de 2024, com alta da pobreza e aumento inicial de preços, o governo conquistou superávits fiscais seguidos e retomou a confiança de investidores. A melhora também permitiu fechar um acordo de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que exige a manutenção da inflação abaixo de 2% ao mês.
Economistas do FMI projetam que a inflação argentina encerrará 2025 em 27%, queda expressiva em relação aos 117,8% de 2024. Para Milei, a meta é consolidar a estabilidade, fortalecer as reservas e atrair investimentos por meio de reformas estruturais e câmbio mais flexível.



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