
O Itaú Unibanco, um dos maiores bancos do país, confirmou nesta segunda-feira (8) uma série de demissões em massa relacionadas ao home office. Segundo a instituição, os cortes ocorreram após uma “revisão criteriosa de condutas durante o trabalho remoto e no registro de jornadas”, que teria identificado comportamentos considerados incompatíveis com os princípios de confiança do banco. Embora o número oficial não tenha sido divulgado, estima-se que cerca de mil funcionários foram desligados.
Relatos nas redes sociais apontam que parte dos profissionais dispensados ligava os computadores sem cumprir integralmente suas atividades, o que teria motivado o pente-fino. A medida, no entanto, gerou forte repercussão e sobre o home office no cenário pós-pandemia. O Itaú possui aproximadamente 100 mil colaboradores em todo o Brasil.
O movimento do banco segue tendência de gigantes globais que têm reduzido a adesão ao trabalho remoto. A Amazon, por exemplo, extinguiu o modelo no início do ano, enquanto a Dell restringiu a progressão de carreira de empregados que permanecem fora do presencial, usando a medida como forma de pressionar a volta aos escritórios.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região criticou duramente a decisão do Itaú. Em nota, a entidade lembrou que o banco obteve lucro de R$ 22,6 bilhões no último semestre e classificou como “inaceitável” a demissão de centenas de trabalhadores sob justificativa de produtividade. O sindicato também afirmou que não foi consultado para discutir alternativas de realocação antes dos cortes.



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