
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino no julgamento de Jair Bolsonaro e sete aliados acusados de tentativa de golpe. A decisão veio após a análise de pedidos das defesas dos réus, que questionaram a imparcialidade dos magistrados. A sessão virtual começou nesta quarta-feira (19) e segue até quinta-feira (20).
Os ministros citados se declararam impedidos de votar sobre os próprios afastamentos, mas a maioria do STF, incluindo Barroso, Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, Edson Fachin e Dias Toffoli, rejeitou os pedidos das defesas e manteve os três no julgamento. Ainda restam os votos de Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques, indicados por Bolsonaro.
A defesa do ex-presidente alegou que Zanin, antes de assumir o STF, atuou como advogado de Lula e moveu ações contra Bolsonaro. Já Dino teria um histórico de embates jurídicos com Bolsonaro, incluindo uma queixa-crime movida em 2020. No entanto, Barroso argumentou que esses fatores não justificam o afastamento dos ministros.
O julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) será realizado nos dias 8 e 9 de abril. Caso a denúncia seja aceita, Bolsonaro e seus aliados se tornarão réus, avançando para a fase processual do caso no STF.
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