
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Brasil neste domingo (9) ao afirmar que o governo brasileiro teria “devastado a Floresta Amazônica” para construir uma rodovia voltada à COP30, que começa nesta segunda-feira (10) em Belém (PA). Em publicação na rede Truth Social, o norte-americano classificou o caso como “um grande escândalo” e compartilhou uma reportagem da Fox News, que alegava que 100 mil árvores teriam sido cortadas para abrir caminho até o evento.
Em resposta, a Secretaria Extraordinária para a COP30, ligada à Casa Civil, esclareceu que a obra citada, na Avenida Liberdade, não integra o conjunto de intervenções do governo federal para o evento. Já a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Pará informou que a via segue o traçado de uma linha de transmissão elétrica e que a vegetação da área já havia sido suprimida anteriormente. Segundo o governo estadual, o projeto possui licença ambiental e deve evitar a emissão de mais de 17 mil toneladas de CO₂ por ano.
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), rebateu as declarações de Trump em tom firme e irônico nas redes sociais. “Em vez de falar de estradas, o presidente norte-americano deveria apontar caminhos contra as mudanças climáticas”, disse. Barbalho destacou que o Pará registrou o melhor resultado de redução de desmatamento da Amazônia e que o Brasil tem investido mais de US$ 1 bilhão em ações de preservação ambiental.
Encerrando a troca de farpas, o governador ironizou a ausência do republicano na conferência, a primeira desde 1992 sem uma delegação oficial dos Estados Unidos. “Ainda dá tempo de passar na COP30, presidente Trump. Esperamos você com um tacacá. É melhor agir do que postar”, provocou.



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