
O governo dos Estados Unidos retirou, nesta sexta-feira (12), o ministro do STF Alexandre de Moraes, sua esposa Viviane Barci de Moraes e o Instituto Lex da lista de sanções da Lei Global Magnitsky. A decisão, publicada pelo Ofac — órgão do Departamento do Tesouro norte-americano — encerra as restrições financeiras e territoriais impostas desde 30 de julho, restabelecendo plenamente a liberdade de trânsito e operações envolvendo os EUA.
Segundo informações divulgadas, a revogação é resultado de uma revisão interna do governo Donald Trump em meio ao processo de reaproximação diplomática com o Brasil. Fontes apontam que o presidente Lula condicionou a normalização das relações bilaterais à retirada das sanções e ao avanço na pauta de redução de tarifas comerciais. A aprovação, pela Câmara, do projeto que revisa a dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro foi vista por Washington como um gesto político significativo dentro desse contexto.
Com a medida, os Estados Unidos sinalizam disposição para aprofundar cooperações estratégicas com o Brasil em áreas como comércio e combate ao crime organizado. Moraes, por sua vez, recupera o acesso a bens, serviços e transações financeiras em território norte-americano.



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