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BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO APONTA REDUÇÃO DE MAIS DE 90% NOS CASOS PROVÁVEIS DE DENGUE EM ITAJAÍ EM 2026

9 jul 2026 | Itajaí e Região, Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, divulgou o Boletim Epidemiológico nº 06/2026, que confirma uma redução de mais de 90% nos casos prováveis de dengue em Itajaí no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025. No primeiro semestre de 2026, o município registrou 273 casos prováveis da doença, enquanto no ano anterior o número chegou a mais de 3 mil casos.

O boletim também aponta queda de 62,33% nas notificações de casos suspeitos. No período analisado, foram registradas 5.791 notificações, contra mais de 15 mil no primeiro semestre de 2025. Do total de notificações deste ano, 4.895 casos foram descartados e 623 referem-se a moradores de outros municípios.

Entre os 171 casos confirmados de dengue em 2026, 166 tiveram transmissão dentro do município. Os bairros São Judas, Dom Bosco e São Vicente concentraram o maior número de registros autóctones.

Apesar da redução expressiva, a Vigilância Epidemiológica alerta para a circulação simultânea dos sorotipos DENV-1, DENV-2 e DENV-3 no município. O acompanhamento contínuo dos indicadores e das áreas com transmissão sustentada permanece como prioridade para evitar novos surtos e fortalecer a resposta da rede de saúde.

Como parte dessa estratégia, Itajaí inicia no mês de julho a fase de comunicação e engajamento do Método Wolbachia. Nesta etapa, equipes do projeto promoverão ações informativas em escolas, unidades básicas de saúde, espaços públicos e associações comunitárias para apresentar a iniciativa à população.

A estratégia contempla inicialmente os bairros São João, São Vicente, Cordeiros e Cidade Nova. A liberação dos mosquitos com Wolbachia está prevista para ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro, com monitoramento permanente dos resultados.

O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria presente naturalmente em diversos insetos. Ela impede a multiplicação dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya no organismo do mosquito, reduzindo a transmissão dessas doenças. A tecnologia é segura, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Anvisa.

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