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CARTA ABERTA: Relato de Andreza Regina da Silva Zat, uma mamãe atípica em Ilhota

13 abr 2026 | Itajaí e Região, Policial e Segurança, Saúde

“No dia 24 de março, eu tinha tomado uma decisão.

Depois de meses de luta, sofrimento e portas fechadas, eu já não via saída. Ser mãe de uma criança atípica sem suporte, sem diagnóstico definitivo, sem acesso ao tratamento, me levou ao limite. Meu filho estava desde 11 de março de 2025 na fila por um neuropediatra, e o único laudo que tínhamos era particular — algo que eu já não tinha mais condições de manter.

Naquele dia, eu planejei tirar a minha vida.

Mas naquele mesmo dia, meu filho acordou doente.

E foi isso que mudou tudo.

Levei ele até o posto de saúde central de Ilhota, sem imaginar que ali eu encontraria mais do que atendimento médico — eu encontraria humanidade.

A médica que nos atendeu, Dra. Thamira, não viu apenas mais um paciente. Ela viu uma mãe desesperada. Ela me acolheu, me ouviu e, mais do que isso, agiu.

Ela me ofereceu um caminho. Um suporte. Uma solução.

Ali, eu sentei e chorei como uma criança. Não por fraqueza, mas porque, pela primeira vez em muito tempo, alguém estendeu a mão de verdade.

Hoje, meu filho tem um laudo.

Hoje, existe um caminho.

E hoje, eu estou viva.

Aquela médica não salvou apenas o meu filho — ela salvou a mim também.

Esse relato não é apenas um agradecimento. É um alerta.

Quantas mães estão nesse exato momento no limite, esperando por atendimento, por diagnóstico, por ajuda? Quantas estão desistindo em silêncio?

A saúde pública precisa funcionar antes que seja tarde demais.

E quando funciona — quando existem profissionais como a Dra. Thamira — vidas são salvas de verdade.

Gratidão define, mas ainda é pouco.

Eu sigo aqui. Pelo meu filho. E porque alguém, naquele dia, decidiu se importar.

— Uma mãe que quase desistiu, mas foi acolhida a tempo.”

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