
O ex-prefeito de Barra Velha, Douglas Elias da Costa, foi condenado pela Justiça a 30 anos e 25 dias de prisão, além de três meses de detenção, em regime inicial fechado. A sentença foi proferida na quarta-feira (23), no âmbito da Operação Travessia, que investigou irregularidades em contratos e na execução de uma obra de ponte sobre o rio Itajuba.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Douglas foi condenado por crimes como organização criminosa, desvio de verbas e bens públicos, fraude em contrato decorrente de licitação, irregularidades em contratos administrativos e lavagem de dinheiro. Outras sete pessoas também foram condenadas no julgamento. De acordo com o MPSC, Douglas teria comandado a organização criminosa e, como chefe do Executivo municipal, era responsável pela nomeação de ocupantes de cargos comissionados.
A Justiça também determinou o pagamento mínimo de R$ 2,36 milhões para reparação dos danos, sendo R$ 1,86 milhão por danos materiais e R$ 500 mil por danos morais coletivos. O valor deverá ser destinado ao Município de Barra Velha, com responsabilidade solidária entre os condenados. A quantia de R$ 500 mil já paga por um dos envolvidos em acordo de colaboração foi descontada do montante.
Além das condenações, houve absolvições em acusações específicas, incluindo fraude em licitação, peculato-desvio e uso de ferragem a menor. A decisão também determinou a perda de cargos, funções públicas ou mandatos eletivos para cinco condenados e estabeleceu interdição para exercer função ou cargo público por oito anos após o cumprimento da pena. A defesa de Douglas Elias da Costa não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
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