
O Tribunal do Júri da Comarca de Itajaí condenou Walter Alexandre Gonçalves a 61 anos de prisão pelo assassinato da própria mãe, Susimara Gonçalves de Souza, e do padrasto, Pedro Ramiro de Souza. O crime, ocorrido em novembro de 2024, teve como motivação a antecipação do recebimento da herança do casal, segundo apontaram as investigações.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, Walter planejou o duplo homicídio com a ajuda do cunhado, Fábio Almeida de Araújo. Os dois invadiram a residência das vítimas e permaneceram escondidos por mais de duas horas, aguardando a chegada do casal, que foi morto por asfixia.
Após o crime, celulares e alianças das vítimas foram levados, e a cena foi alterada para simular um assalto, numa tentativa de dificultar o trabalho da polícia. Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu provas que apontaram para um crime premeditado motivado por interesses patrimoniais.
O julgamento foi realizado nesta quinta-feira (2), no Fórum da Comarca de Itajaí, encerrando a fase de conhecimento do processo em primeira instância. Considerado um dos casos de maior repercussão da cidade nos últimos anos, o crime terminou com a condenação de Walter a 61 anos de reclusão pelos homicídios qualificados.
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