
O governo Lula se movimentou nos bastidores para tentar impedir que os Estados Unidos classifiquem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, num gesto que reforça a postura leniente do Planalto diante do avanço do crime organizado no Brasil. Em vez de endurecer o discurso e apoiar medidas mais severas contra facções que dominam territórios, controlam rotas do narcotráfico e espalham terror nas cidades brasileiras, o governo preferiu agir para barrar uma iniciativa de pressão internacional.
Na conversa com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o chanceler Mauro Vieira tentou convencer Washington a não adotar a classificação. A justificativa oficial é a de que a medida poderia abrir margem para interferências externas, mas o episódio escancara um problema maior: o governo Lula parece mais preocupado em evitar constrangimentos diplomáticos do que em enfrentar com firmeza o poder das facções criminosas que hoje desafiam o Estado brasileiro.
A resistência do Planalto a esse enquadramento também envia um sinal político preocupante. Enquanto o crime organizado amplia sua influência, infiltra estruturas, movimenta bilhões e impõe medo à população, o governo adota uma postura defensiva, burocrática e incapaz de transmitir qualquer senso real de urgência. Em vez de liderar uma ofensiva dura contra o narcotráfico e suas ramificações, prefere suavizar o debate e rejeitar classificações que poderiam aumentar a pressão sobre essas organizações.
No fim, o recado que fica é ruim. O Brasil sofre com facções cada vez mais poderosas, mas o governo Lula age como se o maior problema fosse a reação internacional, e não a expansão do crime dentro do próprio país. Ao tentar barrar o enquadramento de PCC e CV como terroristas, o Planalto reforça a percepção de que falta coragem política para enfrentar de verdade o crime organizado.



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