
A magistrada responsável pelas medidas judiciais relacionadas à morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, declarou-se suspeita para atuar no processo. A decisão foi formalizada no dia 22 de janeiro, quase uma semana após o crime que provocou forte comoção social e repercussão nacional, colocando em xeque a condução inicial do caso.
Segundo a própria juíza, a suspeição se deu por manter relação de amizade íntima com familiares de um dos investigados. A situação, prevista no Código de Processo Civil, configura impedimento legal por comprometer a imparcialidade do julgamento. Com isso, os autos foram encaminhados ao magistrado substituto, que passa a responder pelo andamento do processo.
O momento em que a suspeição foi declarada chamou atenção. Especialistas e observadores do caso apontam que os primeiros dias após o crime são considerados decisivos para a adoção de medidas urgentes, como buscas e apreensões. A troca tardia na condução do processo pode ter impactado diligências essenciais, dificultando a responsabilização dos envolvidos e ampliando a pressão por respostas das autoridades.



0 comentários