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Mortes contra gays e trans disparam no governo Lula, apontam dados da ANTRA e do GGB

13 out 2025 | Estadual e Nacional, Policial e Segurança, Política e Educação

Os índices de violência contra pessoas gays, travestis e transexuais voltaram a crescer nos últimos anos, mantendo o Brasil no topo do ranking mundial de assassinatos dessa população. Mesmo com discursos oficiais de “defesa da diversidade”, o país ocupa há 17 anos consecutivos a liderança global em mortes de pessoas trans, segundo levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e do Grupo Gay da Bahia (GGB).

Entretanto, os números nunca foram tão altos. De acordo com os dados da ANTRA, em 2022, último ano antes do retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, foram registrados 131 assassinatos de pessoas trans e travestis. Já em 2023, o número subiu para 145 casos, um aumento de 10,7%. O perfil das vítimas segue praticamente o mesmo: mulheres trans negras, jovens e em situação de vulnerabilidade social, refletindo a falta de políticas públicas eficazes de proteção e inclusão.

Em 2024, houve uma pequena redução, com 122 mortes, mas o país manteve-se na liderança mundial de homicídios dessa população, à frente de nações como México e Estados Unidos. Mesmo com essa queda percentual, o número de quase 300 mortes violentas por LGBTfobia, incluindo homicídios, latrocínios e suicídios, evidencia um quadro alarmante e persistente.

Os números de 2025 ainda não foram consolidados, mas as entidades alertam que os primeiros meses do ano já registram novos casos de agressões e assassinatos motivados por homofobia e transfobia. Apesar das declarações do governo federal sobre defesa das minorias, a realidade mostra que o Brasil continua sendo um dos países mais perigosos do mundo para pessoas LGBTQIA+.

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