
O Ministério Público de Santa Catarina denunciou o prefeito afastado de Balneário Piçarras, Tiago Baltt, e outras oito pessoas por supostos crimes contra a administração pública investigados no âmbito da Operação Regalo. Ao todo, a denúncia aponta 32 infrações penais envolvendo corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. O caso agora aguarda análise do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Segundo o Ministério Público, o grupo seria formado por agentes públicos e empresários que atuavam de maneira estruturada para favorecer empresas em contratos municipais. As investigações apontam que licitações teriam sido direcionadas por meio de um esquema que simulava concorrência entre empresas, enquanto pagamentos indevidos e vantagens ilícitas eram distribuídos entre os envolvidos.
De acordo com a denúncia, o suposto esquema teria funcionado entre setembro de 2023 e julho de 2025, movimentando mais de R$ 520 mil em propinas. O Ministério Público sustenta que Tiago Baltt ocupava posição central na organização, enquanto empresários e servidores públicos atuariam em diferentes etapas das contratações e da liberação de pagamentos. Cinco investigados seguem presos preventivamente desde a deflagração da operação.
A defesa do prefeito afastado afirmou que recebeu a denúncia com serenidade e destacou que o processo ainda está em fase inicial, ressaltando o direito à ampla defesa e à presunção de inocência. Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, os acusados passarão à condição de réus e responderão formalmente à ação penal, que também pede ressarcimento aos cofres públicos, perda de cargos e outras sanções previstas em lei.
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