
Ronaldo Édison Richard, de 63 anos, morreu na segunda-feira (10), em Santa Rosa (RS), enquanto respondia a um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo a Associação de Familiares e Vítimas do 8/1 (Asfav), a causa da morte teria sido um infarto.
Richard havia sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes como golpe de Estado, associação criminosa, dano e depredação do patrimônio público. A acusação apontava que ele teria financiado a viagem de um integrante de uma caravana que saiu do Rio Grande do Sul com destino a Brasília. A defesa negava a acusação e afirmava que ele apenas havia autorizado a saída de um ônibus da garagem.
O homem foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo durante uma fase da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, em janeiro de 2024. Na ocasião, a Justiça também determinou a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. Richard posteriormente passou a responder ao processo relacionado aos atos de 8 de janeiro em liberdade.
A ação ainda estava em andamento no STF e aguardava a apresentação das alegações finais. Com a morte de Richard, o processo deverá seguir os procedimentos previstos pela Justiça para definir os efeitos do falecimento sobre a ação penal. Em nota, a Asfav lamentou a morte e afirmou que ele partiu sem acompanhar o desfecho do processo que marcou os últimos anos de sua vida.
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