
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) receberá uma reparação econômica mensal de R$ 17.562,80 em razão da perseguição política sofrida durante o regime militar no Brasil. A medida foi oficializada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio de uma portaria publicada nesta terça-feira (27). Além do pagamento mensal, foi estabelecido o valor de R$ 6,6 milhões em parcelas retroativas, calculadas a partir de outubro de 1997.
O montante retroativo ainda poderá sofrer descontos de valores já recebidos e ajustes conforme os critérios de atualização determinados pela Justiça. A reparação foi calculada com base na remuneração que Dilma teria recebido caso não tivesse sido afastada de suas atividades profissionais por motivos políticos durante o regime militar.
Dilma foi presa em 1970, aos 22 anos, e permaneceu detida por aproximadamente três anos. Durante o período de prisão, sofreu torturas físicas e psicológicas. Mesmo após deixar a prisão, continuou sendo alvo de perseguição política e, em 1977, foi afastada da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul.
Em dezembro de 2025, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) reconheceu o direito de Dilma à reparação econômica mensal permanente e manteve uma indenização de R$ 400 mil por danos morais. A decisão integra o processo de reconhecimento e reparação das violações cometidas pelo Estado brasileiro durante a ditadura militar, que se estendeu de 1964 a 1985.
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