
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi demitido do cargo de escrivão da Polícia Federal nesta segunda-feira (21). A decisão foi assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e publicada no Diário Oficial da União. O motivo apontado foi abandono de cargo, após mais de 30 dias consecutivos de faltas injustificadas.
Eduardo integrava os quadros da Polícia Federal desde 2010. Enquanto exercia mandato na Câmara dos Deputados, estava afastado das atividades como escrivão. Após perder o mandato parlamentar, em novembro de 2025, deveria ter retornado ao trabalho na corporação, o que não ocorreu. A partir das ausências, a PF abriu um processo administrativo disciplinar para apurar a situação.
O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em janeiro deste ano, ele chegou a ser afastado preventivamente das funções, e o processo administrativo passou a analisar tanto as faltas injustificadas quanto outras condutas atribuídas a ele no período. Em março, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o compartilhamento de provas de uma investigação do Supremo Tribunal Federal com a Polícia Federal para uso no procedimento disciplinar.
A Polícia Federal concluiu o processo e recomendou a demissão por abandono de cargo. A legislação considera abandono a ausência intencional do servidor por mais de 30 dias consecutivos. Após análise jurídica, a decisão final ficou sob responsabilidade do Ministério da Justiça.
Com a publicação da portaria nesta segunda-feira, Eduardo Bolsonaro deixa oficialmente os quadros da Polícia Federal depois de aproximadamente 16 anos de vínculo com a instituição.
O ex-deputado tem afirmado que considera ser alvo de perseguição por parte do Supremo Tribunal Federal e permanece nos Estados Unidos. A demissão administrativa é independente de outros processos judiciais envolvendo Eduardo Bolsonaro.
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