
A PEC que propõe o fim da escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais entra em uma fase decisiva no Senado nesta semana. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio, garante duas folgas semanais sem redução salarial aos trabalhadores contratados pelo regime da CLT e agora aguarda definição sobre o cronograma de tramitação na Casa.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que o texto passará por análise das comissões antes de ser levado ao plenário. A primeira etapa será na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável por avaliar a constitucionalidade da proposta. Segundo Alcolumbre, o Senado pretende realizar um debate próprio sobre o tema e descarta uma aprovação acelerada apenas para ratificar a decisão dos deputados.
Enquanto a base governista busca concluir a votação antes do recesso parlamentar de julho, setores da oposição defendem alternativas mais flexíveis para a organização da jornada de trabalho. A discussão deve envolver representantes dos trabalhadores, empresários e parlamentares, tornando as próximas semanas decisivas para o futuro da proposta.
Aprovada pela Câmara com ampla maioria em dois turnos de votação, a PEC é considerada uma das mais relevantes mudanças trabalhistas discutidas nos últimos anos. Caso avance no Senado, a medida poderá alterar a rotina de milhões de brasileiros ao estabelecer uma nova jornada máxima de trabalho e ampliar os períodos de descanso semanal.
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