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RESUMÃO: ENTENDA OS MOTIVOS QUE LEVARAM GRUPO GLOBO A CANCELAR DEBATE PRESIDENCIAL EM CIMA DA HORA

2 out 2026 | Estadual e Nacional, Política e Educação

O debate entre os candidatos à Presidência que seria realizado pela TV Globo nesta quinta-feira (1º) foi cancelado menos de uma hora antes do início. O encontro estava marcado para as 21h30, após o Jornal Nacional, e seria o último debate televisivo antes da votação de domingo (4). A emissora anunciou o cancelamento por volta das 20h40, alegando que duas decisões judiciais tomadas horas antes provocaram insegurança jurídica e alteraram regras que haviam sido previamente acordadas com os partidos.

A sequência de mudanças começou na terça-feira (29), quando o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a inclusão de Romeu Zema no debate após o Novo questionar a forma de contagem da representação partidária no Congresso. Já na quinta-feira, a ministra do TSE Estela Aranha atendeu a um pedido da campanha de Lula e proibiu a Globo de manter no cenário o púlpito vazio identificado com o nome do presidente, além de impedir que candidatos presentes fizessem perguntas destinadas ao candidato ausente. Lula havia confirmado na quarta-feira que não participaria do confronto, mas apareceu de forma isolada no Flow Podcast.

A situação mudou novamente poucas horas antes do programa. O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a participação de Renan Santos, do Missão, em uma decisão relacionada a uma ação do partido Solidariedade. Com isso, a configuração do debate sofreu uma nova alteração. Flávio Bolsonaro, que inicialmente havia afirmado que participaria mesmo sem Lula, anunciou que também não iria ao encontro, citando a decisão do TSE sobre as regras do debate. Enquanto isso, Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Zema já estavam nos estúdios da Globo, e Renan Santos chegou ao local após saber da decisão judicial.

Diante das mudanças ocorridas às vésperas da transmissão, a Globo decidiu cancelar o debate. Segundo a emissora, as decisões judiciais interferiram nas regras assinadas anteriormente pelos partidos e dificultaram a realização do confronto dentro do formato planejado. Entidades como ABERT, ANER e ANJ manifestaram apoio à emissora e criticaram a interferência judicial.

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